sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Vaga professor UFSM

Departamento de Ciências da Comunicação – CESNORS/UFSM

SELEÇÃO PARA PROFESSOR SUBSTITUTO

Área de Conhecimento: Comunicação Digital – Telejornalismo

Requisito Básico: Graduação em Jornalismo, com experiência nas áreas da seleção

Regime de Trabalho: 40 horas;

Vaga: 1 (uma);

Remuneração: R$ 988,00

Período de Inscrições: 20 a 24 de agosto na secretaria dos Cursos do CESNORS, em Frederico Westphalen, das
08h30min às 11h e das 14h às 16h30min.

OBS: Os candidatos deverão apresentar carteira de identidade e currículo vitae comprovado. Conferir demais exigências no site www.cesnors.ufsm.br, link Editais.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Especial - Internet

Especial da Deutsche Welle: A internet transforma o mundo. Mas como? Neste especial, a DW-WORLD.DE e da DW-RADIO tentam dar respostas a essa questão.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Texto reflete sobre o futuro do Jornalismo

Quarta-feira, 8/8/2007
Esqueçam o velho jornalismo
Tais Laporta

Novo livro sobre o futuro dos jornais

Notícias do futuro
O professor da Universidade da Carolina do Norte (EUA) Philip Meyer analisa em livro a imprensa americana e diz que o desafio dos jornais diante das novas formas de comunicação é investir na qualidade

Scott Olson - 17.jul.2007/France Presse
Jornais expostos em banca de Chicago (EUA); imprensa americana é tema do livro "Os Jornais Podem Desaparecer?', de Meyer

CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA
ESPECIAL PARA A FOLHA

Das análises já publicadas sobre o destino dos jornais diários impressos diante do assédio que sofrem das novas formas de comunicação, nenhuma é mais relevante do que a de Philip Meyer, professor da Universidade da Carolina do Norte, no livro "Os Jornais Podem Desaparecer?", agora lançado no Brasil.
Meyer é uma pessoa que fez tudo no jornalismo: foi entregador de jornal, repórter, editor, dirigente corporativo da Knight Ridder, uma das maiores empresas de comunicação dos EUA, pesquisador e agora é professor.
Quase tudo que ele escreve é comprovado estatisticamente. O impressionismo é reduzido ao mínimo indispensável. Meyer é duro com seus colegas.
Uma de suas teses mais importantes é a de que o jornal não vende informação, mas influência. Se o seu poder de influenciar cresce, aumenta também o seu valor de mercado.

Qualidade da informação
O modelo de negócios que pode, segundo ele, garantir a sobrevivência dos jornais diários é fazer com que a qualidade da informação que eles publicam seja reconhecida pela opinião pública, a começar pelas elites da sociedade. "Um jornal influente terá leitores que confiam nele e, em conseqüência, ele valerá mais para os anunciantes".
Meyer demonstra que há uma correlação positiva historicamente comprovada entre qualidade e sucesso comercial, embora ressalte não ser possível estabelecer com a mesma certeza o que causa o que (se a qualidade resulta no sucesso ou provém dele).
Sua análise acusa os administradores da maioria dos jornais americanos de terem respondido mal à crise provocada pelo avanço da internet no mercado de classificados e publicidade geral: em vez de investir mais na qualidade, comprometeram-na com cortes de custos e de pessoal nas redações.
Com isso, cresceram os erros, caiu a confiança dos líderes de opinião (a começar pelas fontes dos próprios jornalistas, a quem Meyer confere um papel muito especial na avaliação social dos meios de comunicação), a credibilidade ficou em xeque.
Meyer faz uma análise detalhada dos erros de 5.100 textos jornalísticos e de como eles foram encarados pelos leitores.
Os erros que mais abalam a imagem do jornal não são aqueles que mais aparecem nas correções públicas que os jornais admitem (ou seja, os erros objetivos). São os erros subjetivos (decorrentes de má avaliação, contextualização equivocada, interpretação incorreta dos fatos, sensacionalismo, exagero, enviesamento) que minam a credibilidade.
É muito pouco provável que os jornais diários impressos venham de fato a desaparecer, ao menos no futuro previsível. A história dos meios de comunicação de massa mostra que um veículo nunca some do mercado. O rádio sobreviveu à televisão, o teatro ao cinema.
A questão é como os jornais querem subsistir, o quão socialmente relevantes eles querem ser para as próximas gerações.
É nesse sentido que Meyer alerta ao final: "Para ter sucesso, é preciso encontrar um modo de conquistar, empacotar e vender a confiança que as antigas mídias estão abandonando voluntariamente por meio de sua estratégia de colheita". Se quiserem influir de fato na sociedade, os jornais terão de apostar na qualidade.

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CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA, livre-docente e doutor em jornalismo pela USP e mestre em comunicação pela Michigan State University, é diretor de relações institucionais da Patri Políticas Públicas

OS JORNAIS PODEM DESAPARECER?
Autor: Philip Meyer
Tradução: Patricia De Cia
Editora: Contexto
Quanto: R$ 43 (272 págs.)
Avaliação: ótimo

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Sobre a cobertura do acidente aéreo

Leiam o Blog do professor Alex Primo. Uma boa análise da relação velocidade x acurária no jornalismo.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Teoria do "rabo comprido" explica a desmassificação

REPUBLICADO DO OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

Teoria do "rabo comprido" procura explicar a crise na imprensa
Postado por Carlos Castilho em 14/7/2006 às 12:21:58 PM


O nome faz muita gente torcer o nariz, mas a expressão inglesa "long tail" (cauda longa) está hoje em moda por conta de um livro que acaba de ser lançado pelo jornalista norte-americano Chris Anderson .
Trata-se de uma inovadora tentativa de explicar como o o poder concentrado nas mãos de poucas mega-empresas está sendo pulverizado pela fragmentação de iniciativas provocada pela generalização do uso da internet no mundo inteiro.
A tese do "rabo comprido" foi esboçada há dois anos num artigo de Anderson publicado na revista Wired e provocou um frisson no setor empresarial porque mostrava como o surgimento de milhares de pequenos novos negócios online está criando uma oferta global de produtos que supera a das mega corporações. Noutras palavras, poucas grandes estão sendo substituidas por milhares de pequenas.
A explicação para este fenômeno estaria num conhecido princípio estatístico (curva de Pareto - detalhes técnicos em ingles na Wikipédia ) segundo o qual altas frequências (faixa marron) são substituidas por uma longa sequência de baixas frequências (faixa amarela - a cauda), como mostra o gráfico.
A teoria diz que a faixa amarela do gráfico é virtualmente interminável e que a área total ocupada por ela acaba sendo maior do que a da faixa marron. Anderson aplicou esta idéia ao comércio eletrônico para mostrar como a soma dos pequenas iniciativas viabiliza o conjunto dos negócios online. Como a diversificação poderia ser mais lucrativa do que a uniformização, da produção em massa tipo "um modelo serve para todos".
Daí o "rabo comprido" pulou para o setor da imprensa através de uma entrevista ao autor do livro The Long Tail ao jornal inglês The Guardian (exige cadastramento gratis ) no qual ele interpreta a crise dos grandes jornais na Europa e Estados Unidos como uma das consequências do surgimento de milhares de micro opções formadas por weblogs, páginas pessoais, podcasts, videocasts e de sites como o Orkut e MySpace .
Somando-se a massa das informações produzidas por estes espaços alternativos, ela acaba maior do que a produzida pelos grandes impérios jornalísticos. "Os grandes jornais não vão desaparecer. Eles simplesmente pederam o monopólio da informação. Para sobreviver eles terão que se adaptar aos novos tempos, e é justamente isto que está na origem da crise atual dos grandes jornais", disse Anderson ao The Guardian.
A viabilidade econômica futura do conjunto das pequenas iniciativas jornalísticas estaria assegurada segundo a teoria do "rabo comprido", mas isto não significa que a sobrevivência de cada uma delas individualmente esteja garantida. A curva do rabo pode ser lida também no sentido da expectativa de rentabilidade. Os novos empresários jornalísticos terão que esperar um bom tempo antes de alcançar o ponto de equilibrio entre receita e despesas. Vai ser uma questão de paciência e austeridade, garante o autor do livro.

sábado, 7 de julho de 2007

Programação do dia 26/7 em Santa Maria

CONVITE

O Mestrado em Comunicação Midiática, o Programa Volver e o Programa de Educação Tutorial do Curso de Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria convidam para o Seminário Adelmo Genro Filho, comemorativo dos 30 anos da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação e dos 20 anos do livro O Segredo da Pirâmida, a ser realizado dia 26 de julho, no auditório do Centro de Ciências Sociais e Humanas.

Profa. Márcia Franz Amaral
Tutora do PET Comunicação Social
Coordenadora do evento

PROGRAMAÇÃO
13h30min – Abertura
14h – Painel “O Segredo da Pirâmide: para uma teoria marxista do jornalismo” - uma introdução crítica
Prof. Pedro Luis Osório (UNISINOS)
Profa. Tattiana Teixeira (UFSC)

15h – Lançamento de livros
- Comunicação audiovisual: gêneros e formatos - Elisabeth Bastos Duarte e Maria Lilia Dias de Castro (orgs), Editora Sulina
- Televisão: entre o mercado e a academia II - Elisabeth Bastos Duarte e Maria Lilia Dias de Castro (orgs), Editora Sulina
- O Edição em Jornalismo - Ensino, Teoria e Prática Jornalismo Digital em Base de Dados - Demétrio Zoster, Ângela Felippi e Fabiana Piccinini, editora Edunisc
- Jornalismo em Base Digital - Elias Machado – Editora Sulina
- Mercadores de sentido:consumo de mídia e identidades juvenis - Veneza Mayora Ronsini, Editora Sulina
- Arte, Educação e Cultura - Marilda Oliveira (org) – Editora da UFSM

16h – Palestra: A pesquisa em jornalismo 20 anos depois
Prof. Elias Machado Gonçalves (UFSC)

Local: Auditório do CCSH, 2º andar da Antiga Reitoria.