REPUBLICADO DO OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Teoria do "rabo comprido" procura explicar a crise na imprensa
Postado por Carlos Castilho em 14/7/2006 às 12:21:58 PM
O nome faz muita gente torcer o nariz, mas a expressão inglesa "long tail" (cauda longa) está hoje em moda por conta de um livro que acaba de ser lançado pelo jornalista norte-americano Chris Anderson .
Trata-se de uma inovadora tentativa de explicar como o o poder concentrado nas mãos de poucas mega-empresas está sendo pulverizado pela fragmentação de iniciativas provocada pela generalização do uso da internet no mundo inteiro.
A tese do "rabo comprido" foi esboçada há dois anos num artigo de Anderson publicado na revista Wired e provocou um frisson no setor empresarial porque mostrava como o surgimento de milhares de pequenos novos negócios online está criando uma oferta global de produtos que supera a das mega corporações. Noutras palavras, poucas grandes estão sendo substituidas por milhares de pequenas.
A explicação para este fenômeno estaria num conhecido princípio estatístico (curva de Pareto - detalhes técnicos em ingles na Wikipédia ) segundo o qual altas frequências (faixa marron) são substituidas por uma longa sequência de baixas frequências (faixa amarela - a cauda), como mostra o gráfico.
A teoria diz que a faixa amarela do gráfico é virtualmente interminável e que a área total ocupada por ela acaba sendo maior do que a da faixa marron. Anderson aplicou esta idéia ao comércio eletrônico para mostrar como a soma dos pequenas iniciativas viabiliza o conjunto dos negócios online. Como a diversificação poderia ser mais lucrativa do que a uniformização, da produção em massa tipo "um modelo serve para todos".
Daí o "rabo comprido" pulou para o setor da imprensa através de uma entrevista ao autor do livro The Long Tail ao jornal inglês The Guardian (exige cadastramento gratis ) no qual ele interpreta a crise dos grandes jornais na Europa e Estados Unidos como uma das consequências do surgimento de milhares de micro opções formadas por weblogs, páginas pessoais, podcasts, videocasts e de sites como o Orkut e MySpace .
Somando-se a massa das informações produzidas por estes espaços alternativos, ela acaba maior do que a produzida pelos grandes impérios jornalísticos. "Os grandes jornais não vão desaparecer. Eles simplesmente pederam o monopólio da informação. Para sobreviver eles terão que se adaptar aos novos tempos, e é justamente isto que está na origem da crise atual dos grandes jornais", disse Anderson ao The Guardian.
A viabilidade econômica futura do conjunto das pequenas iniciativas jornalísticas estaria assegurada segundo a teoria do "rabo comprido", mas isto não significa que a sobrevivência de cada uma delas individualmente esteja garantida. A curva do rabo pode ser lida também no sentido da expectativa de rentabilidade. Os novos empresários jornalísticos terão que esperar um bom tempo antes de alcançar o ponto de equilibrio entre receita e despesas. Vai ser uma questão de paciência e austeridade, garante o autor do livro.
terça-feira, 10 de julho de 2007
sábado, 7 de julho de 2007
Programação do dia 26/7 em Santa Maria
CONVITE
O Mestrado em Comunicação Midiática, o Programa Volver e o Programa de Educação Tutorial do Curso de Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria convidam para o Seminário Adelmo Genro Filho, comemorativo dos 30 anos da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação e dos 20 anos do livro O Segredo da Pirâmida, a ser realizado dia 26 de julho, no auditório do Centro de Ciências Sociais e Humanas.
Profa. Márcia Franz Amaral
Tutora do PET Comunicação Social
Coordenadora do evento
PROGRAMAÇÃO
13h30min – Abertura
14h – Painel “O Segredo da Pirâmide: para uma teoria marxista do jornalismo” - uma introdução crítica
Prof. Pedro Luis Osório (UNISINOS)
Profa. Tattiana Teixeira (UFSC)
15h – Lançamento de livros
- Comunicação audiovisual: gêneros e formatos - Elisabeth Bastos Duarte e Maria Lilia Dias de Castro (orgs), Editora Sulina
- Televisão: entre o mercado e a academia II - Elisabeth Bastos Duarte e Maria Lilia Dias de Castro (orgs), Editora Sulina
- O Edição em Jornalismo - Ensino, Teoria e Prática Jornalismo Digital em Base de Dados - Demétrio Zoster, Ângela Felippi e Fabiana Piccinini, editora Edunisc
- Jornalismo em Base Digital - Elias Machado – Editora Sulina
- Mercadores de sentido:consumo de mídia e identidades juvenis - Veneza Mayora Ronsini, Editora Sulina
- Arte, Educação e Cultura - Marilda Oliveira (org) – Editora da UFSM
16h – Palestra: A pesquisa em jornalismo 20 anos depois
Prof. Elias Machado Gonçalves (UFSC)
Local: Auditório do CCSH, 2º andar da Antiga Reitoria.
O Mestrado em Comunicação Midiática, o Programa Volver e o Programa de Educação Tutorial do Curso de Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria convidam para o Seminário Adelmo Genro Filho, comemorativo dos 30 anos da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação e dos 20 anos do livro O Segredo da Pirâmida, a ser realizado dia 26 de julho, no auditório do Centro de Ciências Sociais e Humanas.
Profa. Márcia Franz Amaral
Tutora do PET Comunicação Social
Coordenadora do evento
PROGRAMAÇÃO
13h30min – Abertura
14h – Painel “O Segredo da Pirâmide: para uma teoria marxista do jornalismo” - uma introdução crítica
Prof. Pedro Luis Osório (UNISINOS)
Profa. Tattiana Teixeira (UFSC)
15h – Lançamento de livros
- Comunicação audiovisual: gêneros e formatos - Elisabeth Bastos Duarte e Maria Lilia Dias de Castro (orgs), Editora Sulina
- Televisão: entre o mercado e a academia II - Elisabeth Bastos Duarte e Maria Lilia Dias de Castro (orgs), Editora Sulina
- O Edição em Jornalismo - Ensino, Teoria e Prática Jornalismo Digital em Base de Dados - Demétrio Zoster, Ângela Felippi e Fabiana Piccinini, editora Edunisc
- Jornalismo em Base Digital - Elias Machado – Editora Sulina
- Mercadores de sentido:consumo de mídia e identidades juvenis - Veneza Mayora Ronsini, Editora Sulina
- Arte, Educação e Cultura - Marilda Oliveira (org) – Editora da UFSM
16h – Palestra: A pesquisa em jornalismo 20 anos depois
Prof. Elias Machado Gonçalves (UFSC)
Local: Auditório do CCSH, 2º andar da Antiga Reitoria.
Lei de crimes digitais sofre críticas durante audiência pública no Senado
04/07/2007 - 14h29
Lei de crimes digitais sofre críticas durante audiência pública no Senado
Paulo Mario Martins
do UOL News, em Brasília
A audiência pública que discute o projeto de lei de crimes digitais está sendo marcada pelas críticas que o projeto recebe por parte dos especialistas convidados a debatê-la em sessão conjunta da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) e da CCT (Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática) do Senado Federal nesta quarta-feira (4) em Brasília
Representante do Ministério das Comunicações no Comitê Gestor da Internet no Brasil, o consultor jurídico Marcelo Bechara criticou duramente o substitutivo aos projetos que tratam de crimes cibernéticos, agora há pouco durante audiência pública no Senado sobre o tema. "A proposta merece e deve ser melhorada", afirmou.
Ele apontou falta de clareza na tipificação dos crimes previstos no projeto, o que poderia trazer prejuízos quando o caso chegasse à Justiça. "Não dá para ter um crime que o magistrado vai ter que analisar por analogia. Quando estamos falando de matéria penal, estamos falando da liberdade do cidadão", declarou.
Bechara também reprovou o artigo do projeto que atribui responsabilidades civis aos provedores de internet. "Já existe dentro do Direito Civil responsabilidades suficientes. Os textos [do projeto] estão extensos e isso pode causar confusão", disse.
A punição para o internauta que propaga "códigos maliciosos" involuntariamente também foi alvo de críticas do consultor jurídico. "Difundir códigos maliciosos pode acontecer com qualquer um de nós. Isso é extremamente temerário. O foco tem que ser no internauta que teve dolo e não na vítima", ressaltou.
"O que temos que fazer é ter uma norma precisa, clara e que condene e puna o agente, aquele que vai usar a internet para ter algum proveito ou para prejudicar outrem. Não podemos correr o risco de para matar um macaco, botar fogo na floresta inteira", comparou Bechara.
Primeiro representante defende aprovação
Primeiro a falar na audiência pública, o juiz de Direito Fernando Neto Botelho defendeu a proposta relatada pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). "Recomendo sua aprovação como está", disse.
Ele ponderou que as penas previstas para os infratores não devem ser motivo de preocupação. "Não podemos nos espantar com penas de prisão máximas e mínimas porque não levarão os infratores ao recolhimento, sendo réu primário eles vão ter a sua privação da liberdade convertida em multa ou indenização", declarou.
Outro convidado a defender a aprovação imediata do projeto foi o chefe de perícia de informática da Polícia Federal, Paulo Quintiliano. Ele considerou que uma lei sobre crimes digitais é bem-vinda. "Sentimos falta de uma lei que contemple essa questão. Hoje existem muitas condutas [crimes] que não podemos fazer nada", afirmou.
"Desde 1996, esperamos ansiosos por uma lei que trate dos crimes cibernéticos. Em vários países já há leis que tratam desse assunto", acrescentou Quintiliano.
Inclusão digital será prejudicada, diz Abranet
A inclusão digital ficará prejudicada se houver punição aos internautas que propaguem "códigos maliciosos",em razão dos aumentos de custos que o usuário terá caso o projeto de lei de crimes digitais for aprovado da maneira como está.. Essa foi a opinião apresentada por Eduardo Parajo, presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet (Abranet), Eduardo Fumes Parajo, durante audiência pública sobre o tema no Senado.
Segundo estimativa da Abranet, o custo anual com softwares anti-vírus - ferramenta necessária para evitar a propagação dos "códigos maliciosos" - seria de R$ 65,00. "Como incluir as classes D e E, que não têm recursos?", indagou.
Parajo também criticou o artigo que obriga os provedores de internet a denunciarem à polícia crimes cometidos por usuários. "Não vejo nos provedores o papel de polícia para canalizar denúncia e repassar à polícia. Não é um ônus que nos compete", afirmou.
NIC.br pede mais debate sobre o assunto
O diretor-presidente do Núcleo de Informações e Coordenação (NIC.Br), Demi Getschko, pediu agora há pouco mais debate em torno do substitutivo aos projetos que tratam de crimes cibernéticos, em tramitação no Congresso. "Sou favorável a uma discussão mais ampla para que detalhes que possam ser melhorados sejam aprimorados. Porque uma vez promulgada a lei, ela pode depois fugir da intenção de que foi feita", disse durante audiência pública no Senado sobre o tema.
Ele apontou ainda que é preciso pensar no futuro ao se elaborar a lei. "Nós temos um novo universo florescendo. Muitos conceitos que temos hoje poderão mudar. Temos que pensar grande quando pensarmos em legislar sobre isso para não sufocar o crescimento da rede", declarou.
Getschko também criticou o texto do projeto que prevê punição a internautas que propagarem "códigos maliciosos" involuntariamente. "Visitantes não podem ser tratados como agentes na rede que podem praticar um dano ou calúnia", defendeu.
Lei de crimes digitais sofre críticas durante audiência pública no Senado
Paulo Mario Martins
do UOL News, em Brasília
A audiência pública que discute o projeto de lei de crimes digitais está sendo marcada pelas críticas que o projeto recebe por parte dos especialistas convidados a debatê-la em sessão conjunta da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) e da CCT (Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática) do Senado Federal nesta quarta-feira (4) em Brasília
Representante do Ministério das Comunicações no Comitê Gestor da Internet no Brasil, o consultor jurídico Marcelo Bechara criticou duramente o substitutivo aos projetos que tratam de crimes cibernéticos, agora há pouco durante audiência pública no Senado sobre o tema. "A proposta merece e deve ser melhorada", afirmou.
Ele apontou falta de clareza na tipificação dos crimes previstos no projeto, o que poderia trazer prejuízos quando o caso chegasse à Justiça. "Não dá para ter um crime que o magistrado vai ter que analisar por analogia. Quando estamos falando de matéria penal, estamos falando da liberdade do cidadão", declarou.
Bechara também reprovou o artigo do projeto que atribui responsabilidades civis aos provedores de internet. "Já existe dentro do Direito Civil responsabilidades suficientes. Os textos [do projeto] estão extensos e isso pode causar confusão", disse.
A punição para o internauta que propaga "códigos maliciosos" involuntariamente também foi alvo de críticas do consultor jurídico. "Difundir códigos maliciosos pode acontecer com qualquer um de nós. Isso é extremamente temerário. O foco tem que ser no internauta que teve dolo e não na vítima", ressaltou.
"O que temos que fazer é ter uma norma precisa, clara e que condene e puna o agente, aquele que vai usar a internet para ter algum proveito ou para prejudicar outrem. Não podemos correr o risco de para matar um macaco, botar fogo na floresta inteira", comparou Bechara.
Primeiro representante defende aprovação
Primeiro a falar na audiência pública, o juiz de Direito Fernando Neto Botelho defendeu a proposta relatada pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). "Recomendo sua aprovação como está", disse.
Ele ponderou que as penas previstas para os infratores não devem ser motivo de preocupação. "Não podemos nos espantar com penas de prisão máximas e mínimas porque não levarão os infratores ao recolhimento, sendo réu primário eles vão ter a sua privação da liberdade convertida em multa ou indenização", declarou.
Outro convidado a defender a aprovação imediata do projeto foi o chefe de perícia de informática da Polícia Federal, Paulo Quintiliano. Ele considerou que uma lei sobre crimes digitais é bem-vinda. "Sentimos falta de uma lei que contemple essa questão. Hoje existem muitas condutas [crimes] que não podemos fazer nada", afirmou.
"Desde 1996, esperamos ansiosos por uma lei que trate dos crimes cibernéticos. Em vários países já há leis que tratam desse assunto", acrescentou Quintiliano.
Inclusão digital será prejudicada, diz Abranet
A inclusão digital ficará prejudicada se houver punição aos internautas que propaguem "códigos maliciosos",em razão dos aumentos de custos que o usuário terá caso o projeto de lei de crimes digitais for aprovado da maneira como está.. Essa foi a opinião apresentada por Eduardo Parajo, presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet (Abranet), Eduardo Fumes Parajo, durante audiência pública sobre o tema no Senado.
Segundo estimativa da Abranet, o custo anual com softwares anti-vírus - ferramenta necessária para evitar a propagação dos "códigos maliciosos" - seria de R$ 65,00. "Como incluir as classes D e E, que não têm recursos?", indagou.
Parajo também criticou o artigo que obriga os provedores de internet a denunciarem à polícia crimes cometidos por usuários. "Não vejo nos provedores o papel de polícia para canalizar denúncia e repassar à polícia. Não é um ônus que nos compete", afirmou.
NIC.br pede mais debate sobre o assunto
O diretor-presidente do Núcleo de Informações e Coordenação (NIC.Br), Demi Getschko, pediu agora há pouco mais debate em torno do substitutivo aos projetos que tratam de crimes cibernéticos, em tramitação no Congresso. "Sou favorável a uma discussão mais ampla para que detalhes que possam ser melhorados sejam aprimorados. Porque uma vez promulgada a lei, ela pode depois fugir da intenção de que foi feita", disse durante audiência pública no Senado sobre o tema.
Ele apontou ainda que é preciso pensar no futuro ao se elaborar a lei. "Nós temos um novo universo florescendo. Muitos conceitos que temos hoje poderão mudar. Temos que pensar grande quando pensarmos em legislar sobre isso para não sufocar o crescimento da rede", declarou.
Getschko também criticou o texto do projeto que prevê punição a internautas que propagarem "códigos maliciosos" involuntariamente. "Visitantes não podem ser tratados como agentes na rede que podem praticar um dano ou calúnia", defendeu.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Leiam esta notícia: será possível barrar a pirataria?
TV digital no Brasil terá sistema antipirataria
Governo vai criar restrições para a cópia de programas como filmes, novelas e jogos
Gerusa Marques escreve para “O Estado de SP”:
A TV digital não deverá permitir a gravação de filmes em alta definição de imagens. O governo voltou atrás e vai criar restrições para a reprodução de programas de televisão quando o novo sistema entrar no ar.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou ontem que o assunto será reavaliado na próxima semana pelo Comitê de Desenvolvimento da TV Digital, formado por nove ministros.
No fim de maio, o comitê havia vetado proposta das emissoras de televisão de instalar bloqueadores nos aparelhos de TV digital, que impediriam a cópia de filmes, jogos de futebol e novelas, por exemplo.
Costa, que antes se manifestou contra o bloqueador, disse ontem que mudou de idéia porque foi apresentada uma solução, permitindo que alguns programas sejam gravados apenas uma vez, evitando a possibilidade de reprodução em série e de pirataria.
'Nós éramos contra porque achávamos que era inconstitucional, mas se tiver uma cláusula que supere isso, tudo bem', afirmou. Mas, no caso de filmes, segundo o ministro, a empresa dona do conteúdo é que vai dizer se o programa pode ser gravado ou não.
Ele explicou que, com a tecnologia digital em alta definição, a cópia fica idêntica ao original. 'Isso dá à pirataria a possibilidade de gravar e distribuir.' Os programas com a tecnologia analógica continuarão permitindo a gravação, já que a qualidade é inferior.
De acordo com o ministro, nos contratos de transmissão da Copa do Mundo e das Olimpíadas já está vetada a gravação.
O assunto, segundo Costa, foi retomado na terça-feira em almoço dos diretores de emissoras de televisão com ele e com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O ministro disse que Dilma e o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, são favoráveis a voltar a discutir o assunto.
Costa afirmou que grandes produtores de conteúdo têm subvencionado a produção de aparelhos com bloqueadores, o que permite, por exemplo, que o preço do conversor caia cerca de 30%.
Segundo o ministro, se não houver proteção pode haver dificuldades das emissoras para comprar filmes. Nos Estados Unidos, no entanto, o bloqueio foi proibido pela Justiça. Mas a legislação de direito autoral é aplicada com rigor. 'Lá, se gravar, pega de 20 a 30 anos de cadeia', afirmou.
(O Estado de SP, 21/6)
Governo vai criar restrições para a cópia de programas como filmes, novelas e jogos
Gerusa Marques escreve para “O Estado de SP”:
A TV digital não deverá permitir a gravação de filmes em alta definição de imagens. O governo voltou atrás e vai criar restrições para a reprodução de programas de televisão quando o novo sistema entrar no ar.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou ontem que o assunto será reavaliado na próxima semana pelo Comitê de Desenvolvimento da TV Digital, formado por nove ministros.
No fim de maio, o comitê havia vetado proposta das emissoras de televisão de instalar bloqueadores nos aparelhos de TV digital, que impediriam a cópia de filmes, jogos de futebol e novelas, por exemplo.
Costa, que antes se manifestou contra o bloqueador, disse ontem que mudou de idéia porque foi apresentada uma solução, permitindo que alguns programas sejam gravados apenas uma vez, evitando a possibilidade de reprodução em série e de pirataria.
'Nós éramos contra porque achávamos que era inconstitucional, mas se tiver uma cláusula que supere isso, tudo bem', afirmou. Mas, no caso de filmes, segundo o ministro, a empresa dona do conteúdo é que vai dizer se o programa pode ser gravado ou não.
Ele explicou que, com a tecnologia digital em alta definição, a cópia fica idêntica ao original. 'Isso dá à pirataria a possibilidade de gravar e distribuir.' Os programas com a tecnologia analógica continuarão permitindo a gravação, já que a qualidade é inferior.
De acordo com o ministro, nos contratos de transmissão da Copa do Mundo e das Olimpíadas já está vetada a gravação.
O assunto, segundo Costa, foi retomado na terça-feira em almoço dos diretores de emissoras de televisão com ele e com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O ministro disse que Dilma e o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, são favoráveis a voltar a discutir o assunto.
Costa afirmou que grandes produtores de conteúdo têm subvencionado a produção de aparelhos com bloqueadores, o que permite, por exemplo, que o preço do conversor caia cerca de 30%.
Segundo o ministro, se não houver proteção pode haver dificuldades das emissoras para comprar filmes. Nos Estados Unidos, no entanto, o bloqueio foi proibido pela Justiça. Mas a legislação de direito autoral é aplicada com rigor. 'Lá, se gravar, pega de 20 a 30 anos de cadeia', afirmou.
(O Estado de SP, 21/6)
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Brasil é 11º mercado mundial para internet de banda larga
DA BBC
O Brasil é o 11º maior mercado mundial para conexões de banda larga à Internet, com pouco mais de 6 milhões de usuários, segundo levantamento divulgado pela consultoria britânica Point Topic
O documento indica ainda que a China deve ultrapassar em breve os EUA com o maior mercado para banda larga no mundo.
Atualmente, cerca de 56,3 milhões de chineses têm conexão rápida, contra 60,4 milhões nos Estados Unidos, mas o crescimento do mercado chinês é bem mais rápido.
Segundo a Point Topic, o mercado americano de banda larga se expandiu 5% entre o final do ano passado e o primeiro trimestre deste ano, enquanto na China o aumento foi de 8,77%.
Se essa tendência de crescimento continuar, o número de usuários de banda larga na China deve ultrapassar o dos usuários americanos no terceiro trimestre deste ano.
Mas se considerada a proporção de usuários em relação à população de cada país, 20% dos americanos têm acesso a conexões de banda larga, enquanto que na China essa proporção ainda é de apenas 4%.
Brasil
Segundo o relatório, o número total de usuários de banda larga no mundo era de 298 milhões ao final do primeiro trimestre do ano. A empresa estima que esse número já tenha ultrapassado os 300 milhões desde então.
No Brasil, o mercado de conexões de banda larga cresceu 5,9% entre dezembro e março, atingindo 6 milhões de usuários no final do primeiro trimestre (o equivalente a 3% da população).
O país continua como o maior mercado da América Latina e do Hemisfério Sul, mas teve um crescimento inferior ao de outros países da região.
Na América Latina, por exemplo, o México, com 3,4 milhões de usuários (3% da população), teve um aumento de 14%, enquanto a Argentina, com 1,7 milhão (4% da população), cresceu 12%.
No Hemisfério Sul, a Austrália é o segundo maior mercado para banda larga, com 4 milhões de usuários, o equivalente a 19,8% da população.
O crescimento no país, porém, foi inferior ao do Brasil – 4,4% entre dezembro e março.
Os maiores crescimentos entre o fim do ano passado e o primeiro trimestre deste ano foram verificados na Indonésia (28%), na Grécia (27%), em Montenegro (26%) e na Croácia (25%).
O total de usuários no mundo já ultrapassou os 300 milhões.
Os maiores mercados – em milhões de usuários e crescimento entre dezembro e março:
1º – EUA – 60,4 (5%)
2º – China – 56,3 (8,77%)
3º – Japão – 26,5 (2,51%)
4º – Alemanha – 16,1 (8,38%)
5º – França – 15,3 (9,36%)
6º – Coréia do Sul – 14,1 (0,43%)
7º – Grã-Bretanha – 14 (6,42%)
8º – Itália – 9,3 (5,91%)
9º – Canadá – 8 (5,91%)
10º – Espanha – 7,2 (6,83%)
(BBC/Brasil, 14/6)
O Brasil é o 11º maior mercado mundial para conexões de banda larga à Internet, com pouco mais de 6 milhões de usuários, segundo levantamento divulgado pela consultoria britânica Point Topic
O documento indica ainda que a China deve ultrapassar em breve os EUA com o maior mercado para banda larga no mundo.
Atualmente, cerca de 56,3 milhões de chineses têm conexão rápida, contra 60,4 milhões nos Estados Unidos, mas o crescimento do mercado chinês é bem mais rápido.
Segundo a Point Topic, o mercado americano de banda larga se expandiu 5% entre o final do ano passado e o primeiro trimestre deste ano, enquanto na China o aumento foi de 8,77%.
Se essa tendência de crescimento continuar, o número de usuários de banda larga na China deve ultrapassar o dos usuários americanos no terceiro trimestre deste ano.
Mas se considerada a proporção de usuários em relação à população de cada país, 20% dos americanos têm acesso a conexões de banda larga, enquanto que na China essa proporção ainda é de apenas 4%.
Brasil
Segundo o relatório, o número total de usuários de banda larga no mundo era de 298 milhões ao final do primeiro trimestre do ano. A empresa estima que esse número já tenha ultrapassado os 300 milhões desde então.
No Brasil, o mercado de conexões de banda larga cresceu 5,9% entre dezembro e março, atingindo 6 milhões de usuários no final do primeiro trimestre (o equivalente a 3% da população).
O país continua como o maior mercado da América Latina e do Hemisfério Sul, mas teve um crescimento inferior ao de outros países da região.
Na América Latina, por exemplo, o México, com 3,4 milhões de usuários (3% da população), teve um aumento de 14%, enquanto a Argentina, com 1,7 milhão (4% da população), cresceu 12%.
No Hemisfério Sul, a Austrália é o segundo maior mercado para banda larga, com 4 milhões de usuários, o equivalente a 19,8% da população.
O crescimento no país, porém, foi inferior ao do Brasil – 4,4% entre dezembro e março.
Os maiores crescimentos entre o fim do ano passado e o primeiro trimestre deste ano foram verificados na Indonésia (28%), na Grécia (27%), em Montenegro (26%) e na Croácia (25%).
O total de usuários no mundo já ultrapassou os 300 milhões.
Os maiores mercados – em milhões de usuários e crescimento entre dezembro e março:
1º – EUA – 60,4 (5%)
2º – China – 56,3 (8,77%)
3º – Japão – 26,5 (2,51%)
4º – Alemanha – 16,1 (8,38%)
5º – França – 15,3 (9,36%)
6º – Coréia do Sul – 14,1 (0,43%)
7º – Grã-Bretanha – 14 (6,42%)
8º – Itália – 9,3 (5,91%)
9º – Canadá – 8 (5,91%)
10º – Espanha – 7,2 (6,83%)
(BBC/Brasil, 14/6)
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Apontamentos aula 11/6
Impactos na Comunicação
Impacto social
As novas tecnologias exercem impactos importantes no campo da comunicação, tanto no aspecto cultural como no operacional.
Exemplos: novas formas de comunicação, no trabalho, entre amigos. Novos serviços são oferecidos, principalmente, pela internet. Jornalistas utilizam a web para pesquisa e como meio. Público busca características semelhantes em outros veículos.
Quando o analógico vira digital
O princípio de digitalização impõe que todo o processo de comunicação passe pela mudança. As máquinas analógicas para digitais. O impacto ocorre em todas as áreas do conhecimento. Com esse fenômeno, é possível transmitir muitos sinais ao mesmo tempo pelo mesmo canal, por exemplo.
Exemplos: na área cultural, o uso de MP3 na difusão da música.
Informações na rede
As máquinas foram transformadas em redes cotidianas, com a utilização de uma única linguagem (TCP-IP), os protocolos da internet, permitindo a comunicação, para troca de informações dentro da rede.
TCP - Transmission Control Protocol (Protocolo de Controle de Transmissão) - e o IP - Internet Protocol (Protocolo Internet).
A interatividade e a interface
A interatividade pode se dar entre pessoas (social); entre coisas (mecânico-analógica) e com a informação (eletrônica-digital).
Há muitas definições para o termo interatividade. As principais características são a pluridirecionalidade da transmissão da informação, o papel ativo do usuário e o ritmo da comunicação. A interface é pré-requisito para a interatividade, por isso interfere na interatividade.
Desmassificação
Desmassificação e desmaterialização
O primeiro termo significa a liberação de pólos (pelas redes), sem ter um centro de controle. Ao modelo “Um-Todos” dos meios tradicionais instala-se o modelo Todos-Todos” (LEVY)
O segundo relaciona-se com o papel do computador. Ele não é uma máquina fechada (como os outros meios), mas é aquilo que o programa permite fazer.
Nova mídia (de massa?)
A divisão entre meios individuais de comunicação (caixa do correio e telefone) e meios de massa como jornal, rádio e tv desaparece no computador ligado em rede.
A informação colhemos nos MCM pode ser recebida, mediante uma programação, de acordo com nossos interesses.
Programação personalizada
A programação personalizada dos grandes MCM é a grande inovação trazida pelas redes digitais.
A Web é chamada de mídia pull (puxa o interesse do internauta), enquanto a TV e o rádio são mídias push (mensagem empurrada ao telespectador ou ouvinte, de forma aleatória).
Comunicação endereçada
TV - em comum – interesses e temas.
Rádio – em comum cada membro da família tem o seu.
TV ou rádio pela internet - extremamente individualizadas.
“A comunicação endereçada é uma comunicação feita à medida do endereço, quer dizer dos seus interesses (incluindo a curiosidade!). Este princípio condiciona obviamente a informação dada. Esta não é facultada para todos indiscriminadamente, mas intencionalmente direccionada. A intenção é interessar ainda mais o endereçado.”
O caso da TV fechada
Nelson HOINEFF em A nova televisão: desmassificação e o impasse das grandes redes (p. 18), sobre a TV genérica: um cardápio esquizofrênico de programas seqüencialmente dispostos sem qualquer lógica.
O número de canais, a partir dos novos sistemas de distribuição de sinais, é apontado como a ponte de uma TV massificante para uma desmassificada (e temática).
Ainda sem novidades...
Segundo o autor, o sistema de broadcasting (grandes redes), trata o espectador de forma burra.
Ele pergunta: De que adiantam 500 canais e nada para ver?
Promessa: aumento de produções regionais e independentes na TV.
Rádio - VANTAGENS:
A transformação do sinal de analógico em bits (informação numérica) = A qualidade de som.
Possibilidade de transmissão simultânea de dados para os aparelhos receptores, em outras plataformas de mídia e de distribuição de informação (palms, celulares, internet)
O rádio passa a fazer parte da “convergência entre as telecomunicações, os meios de comunicação de massa e a informática que está dando origem a um novo sistema de comunicação em rede identificado pelo seu alcance global, pela interatividade e pela integração de todos os meios.”
Impactos no meio rádio
1 - diversificação do conteúdo para atender ao crescimento da oferta decorrente da diversificação de modalidades de canais.
2 - fim a audiência massiva e a fidelidade do ouvinte à única emissora.
3 – rádio para ler - Diante da possibilidade de transmissão de dados e oferta de serviços especializados.
Nova forma de trabalho
Esse cenário que sugere ao radiodifusor abrir mão do conteúdo exclusivo para entrar no campo da troca de informação. Significa modificar a estrutura de trabalho dos produtores de rádio tradicionais adequando o seu perfil para mais próximo do provedor de conteúdo.
Mudanças (em curso em grandes emissoras):
a) a profissionalização da programação com forte tendência à segmentação;
b) a modernização dos métodos de gerenciamento;
c) a diversificação do negócio rádio.
Desafios da transição
precária produção de jornalismo em pequenas e medias cidades do interior
equipes reduzidas, nem sempre formadas por jornalistas
emissoras com mais entretenimento – música, fofoca e pouca informação
poucas realmente com foco na informação de interesse público
dependência de verba publicitária do governo
Como poderão oferecer informação neste novo sistema digital?
Jornal
Será que o impresso vai acabar???
Pesquisadores afirmam que a sobrevivência dos jornais os levará a deixar a produção de noticias para privilegiar a distribuição de conteúdos informativos.
“supermercado da notícia” = com carrinho de compras e tudo.
Os jornais deixariam de ser os grandes produtores de notícias para serem intermediários no varejo informativo. Supermercados vendem o que outros produzem...
Perspectivas
1 - tese de Crosbie, autor do respeitado blog Digital Deliverance (www.digitaldeliverance.com): a saída para os grandes jornais está na “customização em massa“.
O conteúdo é orientado para necessidades locais ou setoriais, criando um jornal sob encomenda (on demand – semelhante ao sistema Pay per view de tvs por assinatura)
Muda tudo na produção
Terceirização para poder atender à demanda específica de diferentes setores, cada vez mais exigentes.
O conteúdo sempre foi estratégico, tanto que a indústria associa a competência e credibilidade à marca, gerando as conhecidas “grifes” informativas.
Perspectivas
2 – Com a diversidade de fontes pela internet, o consumidor passou a ficar mais seletivo, sendo possível também produzir informação, em sites, newsletters por correio eletrônico, fóruns online e pelos weblogs.
O noticiário genérico da imprensa perde terreno para a informação personalizada e focada oferecida pela internet. Não pelas versões online dos grandes jornais, mas pelos chats, os fóruns, weblogs e sites comunitários.
Um novo profissional
Hoje já despontam os blogues de grifes do noticiário. Mas a tendência é que cada jornalista busque essa personalização da notícia, antes mesmo de ser famoso.
“Mas, diante da demanda crescente por informações regionais, locais e setoriais, o jornalista passará a ter que dedicar maior atenção à comunidade onde está inserido. Isto o submeterá a cobranças e a uma transparência muito maiores, pois a distância entre o profissional e suas fontes será reduzida a quase zero.”
E A COBRANÇA SERÁ DIRETA!
Datas textos para AVP1
18/6 – leitura texto 06
25/6 – leitura texto 07
02/7 – entrega texto versão 03 (para quem quiser modificar o conceito recebido da versão 02 do texto)
04/7 – leitura texto 08
09/7 – leitura texto 09
Datas dos textos AVP2
11/7 – leitura texto 10
18/7 – leitura texto 11
25/7 – leitura texto 12
30/7 – leitura texto 13
8/8 – entrega texto final artigo
8, 13 e 15/8 – mostra de produtos/entrega e apresentação
BIBLIOGRAFIA DA AULA
BIANCO, N.R. E tudo vai mudar quando o Digital chegar http://www.bocc.ubi.pt/pag/bianco-nelia-radio-digital.pdf
CASTILHO, C. LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA Jornais do futuro, "supermercados“.
HOINEFF, N. A nova televisão: desmassificação e o impasse das grandes redes. RJ: Belume-Dumará, 1996.
FIDALGO, A. A comunicação endereçada. http://bocc.ubi.pt/pag/_texto.php3?html2=fidalgo-antonio-comunicacao-enderecada.html
LEVY, P. Tecnologias da inteligência. 1993.
NEGROPONTE, N. A vida digital. SP: Cia das Letras, 1996.
Impacto social
As novas tecnologias exercem impactos importantes no campo da comunicação, tanto no aspecto cultural como no operacional.
Exemplos: novas formas de comunicação, no trabalho, entre amigos. Novos serviços são oferecidos, principalmente, pela internet. Jornalistas utilizam a web para pesquisa e como meio. Público busca características semelhantes em outros veículos.
Quando o analógico vira digital
O princípio de digitalização impõe que todo o processo de comunicação passe pela mudança. As máquinas analógicas para digitais. O impacto ocorre em todas as áreas do conhecimento. Com esse fenômeno, é possível transmitir muitos sinais ao mesmo tempo pelo mesmo canal, por exemplo.
Exemplos: na área cultural, o uso de MP3 na difusão da música.
Informações na rede
As máquinas foram transformadas em redes cotidianas, com a utilização de uma única linguagem (TCP-IP), os protocolos da internet, permitindo a comunicação, para troca de informações dentro da rede.
TCP - Transmission Control Protocol (Protocolo de Controle de Transmissão) - e o IP - Internet Protocol (Protocolo Internet).
A interatividade e a interface
A interatividade pode se dar entre pessoas (social); entre coisas (mecânico-analógica) e com a informação (eletrônica-digital).
Há muitas definições para o termo interatividade. As principais características são a pluridirecionalidade da transmissão da informação, o papel ativo do usuário e o ritmo da comunicação. A interface é pré-requisito para a interatividade, por isso interfere na interatividade.
Desmassificação
Desmassificação e desmaterialização
O primeiro termo significa a liberação de pólos (pelas redes), sem ter um centro de controle. Ao modelo “Um-Todos” dos meios tradicionais instala-se o modelo Todos-Todos” (LEVY)
O segundo relaciona-se com o papel do computador. Ele não é uma máquina fechada (como os outros meios), mas é aquilo que o programa permite fazer.
Nova mídia (de massa?)
A divisão entre meios individuais de comunicação (caixa do correio e telefone) e meios de massa como jornal, rádio e tv desaparece no computador ligado em rede.
A informação colhemos nos MCM pode ser recebida, mediante uma programação, de acordo com nossos interesses.
Programação personalizada
A programação personalizada dos grandes MCM é a grande inovação trazida pelas redes digitais.
A Web é chamada de mídia pull (puxa o interesse do internauta), enquanto a TV e o rádio são mídias push (mensagem empurrada ao telespectador ou ouvinte, de forma aleatória).
Comunicação endereçada
TV - em comum – interesses e temas.
Rádio – em comum cada membro da família tem o seu.
TV ou rádio pela internet - extremamente individualizadas.
“A comunicação endereçada é uma comunicação feita à medida do endereço, quer dizer dos seus interesses (incluindo a curiosidade!). Este princípio condiciona obviamente a informação dada. Esta não é facultada para todos indiscriminadamente, mas intencionalmente direccionada. A intenção é interessar ainda mais o endereçado.”
O caso da TV fechada
Nelson HOINEFF em A nova televisão: desmassificação e o impasse das grandes redes (p. 18), sobre a TV genérica: um cardápio esquizofrênico de programas seqüencialmente dispostos sem qualquer lógica.
O número de canais, a partir dos novos sistemas de distribuição de sinais, é apontado como a ponte de uma TV massificante para uma desmassificada (e temática).
Ainda sem novidades...
Segundo o autor, o sistema de broadcasting (grandes redes), trata o espectador de forma burra.
Ele pergunta: De que adiantam 500 canais e nada para ver?
Promessa: aumento de produções regionais e independentes na TV.
Rádio - VANTAGENS:
A transformação do sinal de analógico em bits (informação numérica) = A qualidade de som.
Possibilidade de transmissão simultânea de dados para os aparelhos receptores, em outras plataformas de mídia e de distribuição de informação (palms, celulares, internet)
O rádio passa a fazer parte da “convergência entre as telecomunicações, os meios de comunicação de massa e a informática que está dando origem a um novo sistema de comunicação em rede identificado pelo seu alcance global, pela interatividade e pela integração de todos os meios.”
Impactos no meio rádio
1 - diversificação do conteúdo para atender ao crescimento da oferta decorrente da diversificação de modalidades de canais.
2 - fim a audiência massiva e a fidelidade do ouvinte à única emissora.
3 – rádio para ler - Diante da possibilidade de transmissão de dados e oferta de serviços especializados.
Nova forma de trabalho
Esse cenário que sugere ao radiodifusor abrir mão do conteúdo exclusivo para entrar no campo da troca de informação. Significa modificar a estrutura de trabalho dos produtores de rádio tradicionais adequando o seu perfil para mais próximo do provedor de conteúdo.
Mudanças (em curso em grandes emissoras):
a) a profissionalização da programação com forte tendência à segmentação;
b) a modernização dos métodos de gerenciamento;
c) a diversificação do negócio rádio.
Desafios da transição
precária produção de jornalismo em pequenas e medias cidades do interior
equipes reduzidas, nem sempre formadas por jornalistas
emissoras com mais entretenimento – música, fofoca e pouca informação
poucas realmente com foco na informação de interesse público
dependência de verba publicitária do governo
Como poderão oferecer informação neste novo sistema digital?
Jornal
Será que o impresso vai acabar???
Pesquisadores afirmam que a sobrevivência dos jornais os levará a deixar a produção de noticias para privilegiar a distribuição de conteúdos informativos.
“supermercado da notícia” = com carrinho de compras e tudo.
Os jornais deixariam de ser os grandes produtores de notícias para serem intermediários no varejo informativo. Supermercados vendem o que outros produzem...
Perspectivas
1 - tese de Crosbie, autor do respeitado blog Digital Deliverance (www.digitaldeliverance.com): a saída para os grandes jornais está na “customização em massa“.
O conteúdo é orientado para necessidades locais ou setoriais, criando um jornal sob encomenda (on demand – semelhante ao sistema Pay per view de tvs por assinatura)
Muda tudo na produção
Terceirização para poder atender à demanda específica de diferentes setores, cada vez mais exigentes.
O conteúdo sempre foi estratégico, tanto que a indústria associa a competência e credibilidade à marca, gerando as conhecidas “grifes” informativas.
Perspectivas
2 – Com a diversidade de fontes pela internet, o consumidor passou a ficar mais seletivo, sendo possível também produzir informação, em sites, newsletters por correio eletrônico, fóruns online e pelos weblogs.
O noticiário genérico da imprensa perde terreno para a informação personalizada e focada oferecida pela internet. Não pelas versões online dos grandes jornais, mas pelos chats, os fóruns, weblogs e sites comunitários.
Um novo profissional
Hoje já despontam os blogues de grifes do noticiário. Mas a tendência é que cada jornalista busque essa personalização da notícia, antes mesmo de ser famoso.
“Mas, diante da demanda crescente por informações regionais, locais e setoriais, o jornalista passará a ter que dedicar maior atenção à comunidade onde está inserido. Isto o submeterá a cobranças e a uma transparência muito maiores, pois a distância entre o profissional e suas fontes será reduzida a quase zero.”
E A COBRANÇA SERÁ DIRETA!
Datas textos para AVP1
18/6 – leitura texto 06
25/6 – leitura texto 07
02/7 – entrega texto versão 03 (para quem quiser modificar o conceito recebido da versão 02 do texto)
04/7 – leitura texto 08
09/7 – leitura texto 09
Datas dos textos AVP2
11/7 – leitura texto 10
18/7 – leitura texto 11
25/7 – leitura texto 12
30/7 – leitura texto 13
8/8 – entrega texto final artigo
8, 13 e 15/8 – mostra de produtos/entrega e apresentação
BIBLIOGRAFIA DA AULA
BIANCO, N.R. E tudo vai mudar quando o Digital chegar http://www.bocc.ubi.pt/pag/bianco-nelia-radio-digital.pdf
CASTILHO, C. LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA Jornais do futuro, "supermercados“.
HOINEFF, N. A nova televisão: desmassificação e o impasse das grandes redes. RJ: Belume-Dumará, 1996.
FIDALGO, A. A comunicação endereçada. http://bocc.ubi.pt/pag/_texto.php3?html2=fidalgo-antonio-comunicacao-enderecada.html
LEVY, P. Tecnologias da inteligência. 1993.
NEGROPONTE, N. A vida digital. SP: Cia das Letras, 1996.
domingo, 10 de junho de 2007
Cliques da justiça
Veja que interessante: Os chineses estão atuando na rede como justiceiros virtuais, expedindo mandados de prisão. Leia a notícia da BBC no site do O Globo.
Abs
Abs
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